sexta-feira, 17 de junho de 2011

Trovadorismo Mudo


Falsetas do amor que não se pode explicar e a demonstração, por mais que seja intensa, ainda fica deturpada em sua demonstração.
Vejo-lhe nos corredores frios da manha em que andamos tão incansavelmente nesses anos que lhe tenho a dádiva de ter lhe visto e ter lhe falado em certa ocasião cômica.
Olho em teus olhos perdido no relento e imagino como seria esses mesmo olhos em meus em suaves cantigas de amor faldas por gestos de mãos.
Vejo tua forma grande e viril e fantasio de como seria teu corpo me acatando bem lentamente em uma tarde ensolarada num campo verdejante longe dessas terras áridas e intensa em que vivemos.
Fecho meus olhos e imagino nos dois em plena fonte da juventude nos descobrindo juntos. Silencio. Silencio esse que é completado por tua respiração leve porem intensa no pé de meu ouvido.
Imagino teus beijos calorosos em meus lábios rosados, rosando em ritmo perfeitamente coreografado. Sussurros. Sussurros estes, que não são de vozes, mas sim de pele sobre pele nua enquanto nos juntamos em nossa cama feita do corpo de Gaia.
Fantasio com teus olhos brilhantes de eterno sonhador que eu vejo em leves momentos enquanto estou passando pela tua morada do saber, olhando para mim como se fosse um cego que enxergasse a luz do sol pela primeira vez.
Um pouco desolado por saber que é apenas um ilusão de minha mente, me forço a abrir meus olhos. Em despedida, olho-te em meus pensamentos uma última vez e pela voz mental digo: “Até!” e basta.
Abro meus olhos e contemplo o branco vazio preenchido por linhas negras, outras vezes azuis, formando palavras para agregar valores literários e científicos em uma mente sonhadora. Parece que entro em um bar totalmente diferente de mim e digo: “Garçom, por favor! Uma dose de Física Quântica para um Trovador Mudo!”
O som que aumenta gradativamente e às vezes irritante aos ouvidos anuncia que acabou nosso tempo ali. Saio deste espaço e me encaminho para meu asilo infeliz que chamo de “Casa”. Porém, antes de ir, olho-te em tua forma corpórea, forma esta que não é fantasia, é tua forma real.
E nesse breve olhar pego-te contemplando meu andar, minhas formas, meus jeitos e, por fim, meus olhos. Olhos teus que perfuram o meu como balas. Balas estas que vem com um veneno que primeiro me emociona, depois me mata.
Desta vez, vejo que tua porta do aliso se abre pelos lados em forma de lua crescente. A lua mais linda que já vi. De repente, todas as fantasias que tive mais cedo tomam uma tonalidade mais forte e a possibilidade desta acontecer, é a mesma que dois mais dois é igual a quatro.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Reticências

Por muito foi denominado “aqueles dias” paras as mulheres que estavam “naqueles dias”.
Venho trazendo para minha linha de vida uma nova definição de “aqueles dias”, pois estou literalmente “naqueles dias”.
Furacão de emoções que nem mesmo palavras errantes ou até mesmo palavras certas para os sentimentos que sinto definem claramente o que realmente é. O dicionário não passa de um livro de mentiras para o que sinto e minhas verdades plausíveis que tento levar em meu próprio mundo.
Amigos que, mesmo que eles já tenham passado pelo mesmo que eu, não pode-se comparar o que passo agora. Um segredo que guardo que, há apenas alguns guardiões, ancestrais do Homo sapiens sabem sobre tal coisa.
Estresses contínuos de pessoas que antes eu confiava, porém, que agora não passam de víboras em minhas pernas esperando um passo em falso para seu bote fatal. Bote esse que fará me fazer pensar que o motivo de minha morte foi puramente minha culpa.
Olhar para um alguém que nem mesmo se esta presente e que, nas suas raras ocasiões que esta, transparecem desejos que eu sei ou imagino saber, porem, que o mesmo nem sabe os seus significados.
Estamos ligados por um fio dourado tão fino e imperceptível que olhos normais são impossível de notar, porem, com fortaleza de um Titã e que esse “mesmo” parece não perceber essa ligação e tenta mascarar isso da mesma forma que eu mascaro o meu desejo por este “mesmo”.
Pessoas cuja opiniões são tão forte e poderosas que se elevadas ao altos níveis de parlamento, pode gerar tamanha confusão, não são possíveis conjurar um única opinião sobre o meu caso mesmo quando eu peço. Ou talvez tenha essa opinião e não a exponha com um certo medo de eu não querer escutar ou até mesmo medo de eu não estar preparado para ouvi.
Palavras de consolações que para as donas dessas portas do hálito que sopra tal frases fazem total sentido, porem, pra mim é de um vazio. Vazio esse que caio constantemente sem interrupções entre minha consciência e inconsciência.
Porem... Ao escutar uma musica de uma cantora de minha época que se autodenomina “Pitty”: “Às vezes se eu me distraio, se não me vigio um instante, me transporto pra perto de você...” percebi o motivo de eu esta me tornando tão vazio e até mesmo sem conteúdo.
Isso que esta transformando tudo o que eu estou passando no Caos total e é a única coisa que transformaria esse período de Tártaro em Campos de Eleusis é o maldito segredo mencionado antes aqui que junto com uma maçã foi enterrado.
O maldito que carrega os dois F’s cujo a ligação pode ser tão forte que nem mesmo desconfiaria disso. Eu vivo numa esperança ou até mesmo uma Falsa Esperança de que esse tome a coragem e venha até mim trovar sobre o que nem mesmo o dicionário poderia nomear. Vivo encarando algo que talvez seja produto de minha mente confirmada pela mensagem não respondida. Ou talvez seja até mesmo maior do que eu ache que é e que tudo tem seu tempo. Porém a pergunta “Quando” ainda pipoca tão fervorosamente em minha cabeça que em horas, muda tudo de figura e coloca meu mundo em movimento contrario.
Enquanto essa pergunta estraga todas as minhas semanas com todos os 7 dias, o “F’s” parecem prometer que tudo ficaram bem e que os fins justificam os meios.
Esse é o meio de uma história que nem mesmo o Oráculo de Delfos saberia ver o fim.

sábado, 9 de abril de 2011

Paradoxo de Vida


Vivo em um mundo completamente paradoxal. Em meus passos no chão de asfalto de minha mente, me deparo com grandes portas sem portais que não levam a nenhum lugar especifico e que faz diferença.
Em minha vida, percebo que o quanto mais tentam formar opiniões sobre assuntos aleatórios, mais estas fazem menos sentido para ouvidos de mentes em pleno ar que não trazem idéias para a terra e expressam isso como filosofia.
Vivo em uma gaiola dourada sem grades em que nossos objetivos são guerrear contra intelectos por debaixo dos panos e nossas vozes  únicas armas descarregadas pela falta de instrução de nós mesmos
Vivencio sonhos aleatórios de corpos que vivem e pensam nos quais suas vontades, sonhos e planejamentos não passam de meras lendas e mitologias para si próprios e para o “Parlamento Olimpiano Imperadorial Ditarodial” que chamamos de “Política Democrática Governamental”.
Vivo em encruzilhadas de decisões que mal compreendo o problema vivido e as orientações de terceiros parece um idioma que não compreendo criado para me fazer tomar o caminho errado
Por mais que pareça impossível sobreviver em um universo como esse, há uma coisa que me move sem ser minha vida, ou da comandos para meus músculos ou que me da idéias de vida que não seja minha consciência.
Essa incrível força que me move é algo que descrevo como “instinto de mudança futura” que terceiros sem sensibilidade de conversação ou ideologias chamam de “esperança”
A única coisa que não foi libertada por Pandora em sua caixa de “presente de Grego” residência dentro de mim como uma chama que pessoas mutiladas e movidas em cometer atentados a outros com falta de instrução de uma parte majoritária da população tentam desesperadamente apagar com atitudes, que para meus instintos é combustível inflamável.
No mundo em que vivo, nascer com a marca do cifrão decreta a sua vida de sucesso, o que não é direito para quem nasce com a marca de “operário”
Eu nasci com uma marca quase que extinta pelos “agente da Fé”, eu nasci coma marca do futuro.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Pense Nisso!


As vezes, temos uma grande e ótima idéia e um grande e ótimo texto na mente, porem não temos um grande e ótimo começo, o que é meu caso!

Em um dos meus momentos íntimos, observei uma barata. Ela não estava fazendo absolutamente nada contra mim (ao contrario de muitos que apenas de olhar uma barata já esta lhe fazendo mal), muito pelo contrario, ela clareou completamente minha mente.

Observando a tal barata percebi que ela batia asas e ai foi o que me veio a mente a Tão Grande Idéia: O ser Humano É uma barata.

Agora, por que eu tive pensando isso. Não entendão mal, ninguém tem sangue de barata e muito menos a mente de uma, mas... observando o inseto e com essa idéia lembre de algo que escutei uma vez “Todas as baratas conseguem voar, porem, nem todas elas tem esse conhecimento!”.

Foi ai que surgiu tal idéia. Observando e conhecendo o ser humano, sei que todos nós temos incríveis poderes que ninguém mais na terra tem, a não ser nós mesmos:  Temos uma grande esperança, somos tão corajosos, temos tanta inteligência, podemos ser tão fieis, conseguimos nos transmutar em tudo aquilo que pedem e acima de tudo, podemos ser incrivelmente generosos. Entretanto, quase nenhum de nós temos o conhecimento de tais habilidades.

Com isso na cabeça, pensei: Se uma barata, que é um ser quase tão inferior como um verme, que muitas pessoas tem medo e pavor delas, que tem o seu cérebro quase que milhões de vezes menos que o nosso, consegue ver em si mesmo seus atributos e ver que consegue voar, por que, nós, seres humanos quase sempre nos auto-sabotamos e somos masoquista consigo mesmo?

Então, venho por meio desta pedir-lhes que nos transformemos em baratas. Vamos ver o que temos de melhor e colocar isso pra fora, por que uma barata consegue voar e nós não conseguimos ver nossa beleza interior? Vamos vê-la e sentir bem conosco, afinal, se nós não nos sentirmos belos, quem mais ira sentir?
Vamos usar nossa coragem para voar como uma barata, usar nossa inteligência para usar nossos melhores e ótimos atributos e vamos usar nossa habilidade de transmutação para, quando percebermos que somos seres incríveis, deixar de ser uma barata para ser um Gavião, para cada vez mais alçar voos mais altos.

Pense Nisso!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Sempre Estive Errado

Quando eu nasci, o que parece ser a muitas eras atrás
Me parecia ser minha primeira encarnação nesta terra
E me fez pensar que seria uma Quimera de Paraíso
Grande engano o meu!

Sempre senti um vazio e não sabia explicar até lhe ver!
Linda e transbordando graciosidade
Nos Apaixonamos como o homem se apaixonou pela Caça
E nos deitamos como amantes louváveis
Porém, minha tribo era oposta a sua, e quando aconteceu à invasão
Fomos sacrificados como traidores!

Nasci novamente e o mesmo sentimento de vazio me corroia
Nessa terra os pilares de mármore branco eram erguidos
A Era de Ouro era vivida e Cronos Reinava
O vazio sumiu quando nos encontramos a primeira vez
E como da última vez, nos perdemos um no outro
Porem, em uma disputa de terras
Fomos os testas de ferro e morremos um nos braços do outro

Quase que imediatamente, nasci uma terceira vez
Mesma dor e vazio, porem graciosa e gentil
Nesse tempo, os Raios de Zeus eram respeitados
E a ira de Hera era temida
Aconteceu como se já tivesse acontecido antes sem que saibamos,
Porem, você era Troiano e eu Grega
Ali, nas margens dos domínios de Poseidon
Eles chegaram com espadas.

Novamente estava nessa terra,
O que parecia uma existência amaldiçoada
Minha nossa cor era de mogno
Crescemos juntos e estávamos geneticamente programados para nos odiar
Mas o amor e o ódio andam juntos e devoramos essa mistura como esfomeados
Nossas famílias não aceitaram e juntas nos traíram
Ali no alto, dentro da casa do Orixá Justiceiro, éramos entregue as mãos da morte
Mais uma vez

O que me pareceu muito tempo, mais uma vez voltei a maldição
Porem certo de que ela tinha acabado
Como da primeira vez em que estive aqui: Enganado mais um vez
Nos vimos e estávamos entregue as mãos do destino
Nem sabíamos que ficaríamos eternizado
Eu era uma Capuleto
E você um Montecchios
E, pela quinta vez porem não menos doloroso
Deixamos essa vida

Rezando para que não acontecesse novamente
Aqui estava eu, escravizada e levada para longe de minha terra
Que tinha sido minha casa pela segunda vez,
Ilha de Rosa Cruz, era o que chamava o meu novo lar
você me comprou pela minha beleza encantadora
E eu queria ser comprada
O motivo, nós dois sabíamos:
Éramos todos aqueles que não tivemos sorte
Porem, sua primeira esposa não aceitou você se deitar com um negra
E, mais uma vez, fui levada da humanidade.
Com você logo atrás, depois de ter se matado!

Estava eu mais uma maldita vez nesse lugar
Agora, eu era um Samurai
Vivi minha vida e o mesmo vazio me corroeu aponto de querer praticar o Seppuku
E, quando estava decidido que iria viver uma vida de depressão
Você apareceu na minha quarta década de vida e tudo mudou
Porem tinhas metade de minha idade e era da China
Quando meus irmãos da arte descobriram,
Nos levaram embora para o abraço frio da morte

Vim mais uma vez, decidi que nunca iria desistir
Pelo menos tinha que viver uma vida inteira com você
Eu era da Raça Ariana
Porém, ninguém sabia que era um homem com gostos de mulher
E quando lhe vi embarcando para os Campos dos Judeus na Germânia
Percebi que já estava morto
Você era Homem Judeu e eu Um soldado de Hitler
Nos encontrávamos a noite e nos entregávamos à paixão
E mais uma vez nos encontraram
dessa vez foi o gás que nos levou para longe

Nessa época tinha que dar certo
Nasci pobre e num lugar onde era quente, terra vermelha e grama verde
A Guerra estava assolando meu pais
Era uma Vietcongue
Você um Rato de Túnel.
Você foi raptado pelas minhas mãos
Parecia que todos os sentimentos de perda do passado
Me fizeram agir dessa forma, parecia explicar o sentimento de ter, lhe roubando
Éramos felizes até aquele maldito bombardeio

Desisti! O que antes eu estava decidido, tinha caído por terra!
Nunca mais iria tentar, O destino sempre arranjava um jeito de nos desviar do caminho
O Nosso Caminho! Caminhando juntos, o caminho da felicidade
Afina, por que iríamos vir para cá, sem ninguém?
Porém, o destino me prego uma peça!
E vim mesmo assim, contra minha vontade

Estava certo na minha cabeça! Iríamos morrer assim que nos entregássemos um para o outro!
Não iria! Iria me segurar, me martirizar, iria ser masoquista mas não iria lhe matar de novo!
Matem-me! Uma vez gritei aos céus! Matem a mim, me alejem, me rasguem, mas não a ela novamente!
Mas você era linda demais e seu imã era tão poderoso que me fez esquecer o que um dia eu jurei não fazer mais: Te Amar!
Fui ao seu encontro sabendo que alguma coisa iria nos matar!
Nos relacionamos, e descobri que você era Marroquina e eu Ocidental!
E como tinha previsto, aconteceu!
80 chibatadas em praça publica e nos entregamos a morte dolorosa!

Não estava acreditando, era carma antigo, os Deuses Antigos nos rogaram uma maldição
Era a única explicação
Parecia até que eu poderia escutar de longe suas Vozes fortes e imponentes:
 “Iras encontrar, relacionar e se entregar a Luxuria
Porem iras morrer a seguir.”
Mas uma vez, decidido que tudo iria dar errado
E que nosso destino seria a morte depois da noite maravilhosa...
Nasci

Tinha passados tantas vezes aqui que parecia que já vinha com a mensagem no cérebro
O destino era certo e trágico: Ver você morrer na minha frente
Porém, como da primeira vez
Estava errado
O ano era 1990 e tudo era uma nova época,
Uma Era de paz depois de tantas guerras, cresci num local chamado Rio de Janeiro

Mas foi em 2010 que lhe encontrei
Você vinha de São Paulo a trabalho
No momento em que nossos olhos se cruzaram, estava traçado o nosso destino
Nos aproximamos, esperei muito tempo por esse momento. Disse-lhe
Agora parece diferente, não sinto mais vazio. Disse você

Certo que iríamos morrer de forma trágica, nos enamoramos
Nos entregamos a Luxuria, e nos casamos
O que parecia impossível, ocorreu:
Parecia um presente dos Deuses
Quando ela saiu do seu ventre, abriu os seus lindos olhos azuis e sorriu pra mim
Uma coisa soou na minha mente: Adeus maldição.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dualidade


Linda e imponente, rica e poderosa, tendência e glamour. Esses são alguns atributos da refinada Shannon: Cabelos castanho escuro e olhos castanho claro, tinha 36 anos e grande parte das bancas da cidade abrigava copias de sua revista.
Shannon estava em sua jacuzzi quadrada em uma noite gelada de dezembro em Nova York. Submergida da cintura para baixo, ela sentia a dualidade do quente e frio, fumava um cigarro e bebia um Martine enquanto olhava o céu tempestuoso.
-Já estou indo querida – gritou de dentro da casa, através das portas de vidro que divide a ares externa da sala, o seu meio marido meio namorado Chris.
Chris era alto, um pouco fora de forma, cabelos negros e olhos azuis. Shannon o conheceu em um bar e ficaram juntos desde então. Eles estiveram vivendo bem antes dele vier morar com ela, depois veio a tormenta. Chris crescera no mundo da fama as custas dela, e era isso que ela iria acertar essa noite
- Só mais um minuto – gritou novamente Chris
- Pode demorar uma eternidade, seu porco! – murmurou Shannon.
Então ele veio andando com seu calção de banho, um charuto em uma mãe e um copo de whisky na outra, Shannon desviou o olhar das nuvens e se pois a olhar Chris vindo em sua direção. “eu quero que você morra, seu desgraçado ingrato.” Pensou Shannon, porém, não era isso que se via em sua expressão.
O que Chris via e entendia era que sua mulher estava radiante em vê-lo, linda e nua na água “É a coisa mais bela que já vi. Que sorte que eu tenho.” Pensou ele, o que divergia dos pensamentos de sua futura ex-mulher.
Chris subiu os degraus e adentrou a jacuzzi com um minúsculo “Tibum” fazendo espirrar água molhando Shannon, que fingiu que aquilo foi um presente que ele nunca lhe dera: um colar de diamantes.
-Então querida, o que queria conversar? – perguntou Chris bebericando seu whisky e puxando seu charuto.
O sorriso de Shannon não sai de seu rosto, ela tragou seu cigarro, soprou a fumaça e, no que se parecia que ela iria dizer algumas palavras, ela se levantou e foi até as paredes de vidro que dava para a cidade e estudou a cidade lá embaixo. Era tão linda: os carros, o cinza com o branco, a cidade que nunca parava mesmo mergulhada em neve. Decidiu que teria que acabar logo com aquilo, Rápido e Direto:
- Você foi demitido Chris. – disse Shannon ainda olhando para a cidade lá embaixo. – Eles acham que você matou Mona Hipekins, Elizabeth Watson e Albert Minogue.
Estatelado! Isso resume o que é como Chris ficou depois daquelas palavras de Shannon. Não acreditou que estava sendo acusado de assassinato, ele nunca matou ninguém. Antes que pudesse perder o controle, Shannon foi quem falou:
- Não se martirize! Eles não têm como provar... Ainda! Eles estão procurando um ponto cego. Mas não depois que eles verem isso!
Ela foi até as plantas que ficavam perto da jacuzzi e pegou um pequeno saco plástico. O mais incrível era o que tinha dentro do saco. Uma 9 mm prateada.
-Como... Como...? – foram as únicas palavras que saíram de sua boca. Foi ai que caiu a fixa: as mortes pelo que estava sendo acusado, tinha sido mortos por uma 9 mm. – Foi Você!
Shannon riu segurando o saco e sentado-se nua na beira da jacuzzi ficou com as pernas dentro da água quente e começou a falar.
- VOCÊ matou eles! Eu sou apenas a mulher de um assassino que anda matando por ciúmes!
-Eu não matei ninguém! – disse indignado.
-É! –admitiu Shannon – Vamos ser honestos, fui eu que  matou toso.
- Mas... Por que você...? – ele dizia tudo se atrapalhando.
- Bem, você merece saber o porquê! – disse ela, se apoiando com uma mãe, dando uma última tragada em seu cigarro e apagando-o na borda na jacuzzi. – Matei eles pra incriminar você! – disse ela agora em tom sério, vendo a expressão de Chris. – Oooh! Olhe só você, incrédulo diante a verdade.
E estava mesmo, Chris não mexia mais nenhum músculo e estava boquiaberto, olhos esbugalhados e a única coisa que se podia escutar era o som do sangue em seus ouvidos.
-Uma coisa: você é um crápula, nojento, desprezível, que a única coisa que você fez foi montar em cima do meu sucesso e sugá-lo. – disse Shannon como se estivesse com nojo das palavras cuspindo-as em Chris. – agora vou desvendar os mistérios.
“Primeiro Mona Hipekins, ela era uma amiga nossa se lembra? Pois bem, primeiro me aproximei dela, ficamos intimas, o sexo era ótimo e depois... se lembra aquela vez que você ficou naquele bar nojento e encontrou Mona? Aquela noite a matei! Nada prova que fui eu e sim você. Motivos: Ciúmes! Todos sabiam que eu e ela mentíamos um caso, todos menos você é claro, e todos desconfiavam que você tinha descoberto e a matou.
“Porém tinha um empecilho: Elizabeth Watson! Ela me viu saindo do bar depois que matei mona e me chantageou, você compreende, não é Chris? Tinha que matá-la, ela ameaçava nossos planos. Então, como era amiga em comum, minha, sua e de todos, a matei no dia da festa que eu “não fui” mas você sim. Então... você pode saber o que acontece naquele banheiro que a encontraram depois que você saiu. E mais uma vez todos pensaram que foi você, pelo fato de estarmos sempre eu e ela juntas. Pensaram que foi mais um outro acesso de ciúmes seus!
“Ah! Mais ainda tem Albert para explicar. Albert Minogue! O chefe de circulação da revista, aquele que sempre teve uma queda por mim! Lembra daquela premiação quando eu ‘vim embora’ por que estava passando mal? Fiquei na espreita com outra roupa e quando ele veio te trazer por que eu tinha trago o nosso carro... Bang Bang... E todos pensaram que eu estava sendo ameaçada! O grande ciumento matando meus “amantes” e me ameaçando, e você não soube de nada.”
Ela termina o seu discurso com uma gargalhada. Chris estava mais fora de si agora que antes, quando soube que era suspeito de assassinato, os mesmos assassinatos que sua mulher cometeu. Ele estava sem palavras e sem reação.
- E agora – disse ela tomando o resto do seu Martine, jogando a taça na jacuzzi, pegando a 9 mm e apontado para Chris. – Temo que dar um fim nesse joguinho.
Se Chris estava antes sem reação e estatelado, estava agora desperto e decidido: “não posso morrer!
- Ou! Ou! Ou! – exclamou  Chris. – Pera-lá, vamos com calma! Não tome nenhuma atitude precipitada.
- Não tem nada precipitado aqui, já pensei em tudo! Você morre e eu mato dois coelhos... Não é assim que é a expressão: matar dói coelho com um cajadada só? Pois bem, eu te mato: o que tira da minha vida um cara insolente e nojento de uma vez por todas, e ainda sim faço um favor pra policia ter provas o suficiente pra deduzir que você matou todos aqueles que foram meus “Amantes”.
- você não sabe o que esta falando! Você não quer isso realmente e...
- Cale sua boca! – ordenou – Eu sei sim o que eu quero e vou fazê-lo – dizia ela andando até ele pela jacuzzi até Chris e apontando a arma para a cabeça dele. – Eu planejei isso no momento em que te vi! Christian Peterson O galanteador de Nova York High Schrool, sempre desempregando os diferentes... mas não quando saímos de lá quando você ficou desempregado e eu...
-Estagiaria do New York Post! – disse Chris. Agora  a indignação era o que o fazia ficar ali, diante a morte e ainda ter força e coragem.
- Aaah! – exclamou mais indignada agora! – então você sabia o tempo todo! Nojento que é... Deixa eu adivinhar: Pesquisou e acompanhou minha vida depois da escola e atacou na hora certa.
-Não! – disse ele. –Eu nem reconheci você quando te vi, fui saber quem era só depois, e fiz algumas pesquisas no Google.
-Você é mais patético do que eu imaginava. Pesquisar no Google?Só você mesmo! – disse sorrindo maliguinamente e carregando a arma. – Vamos acabar logo com isso! Adeus Grande Patife!
- Você é Louca!
E ele esperou, viu como se fosse em câmera lenta: O dedo dela puxando o gatilho, escutou cada “Cleck” e no último estante, quando a bala iria sair e não dava tempo dela mudar de direção, ele se pois para o lado. O disparo não foi muito alto porém foi o suficiente para ecoar pela cidade gelada.
O tiro abriu um buraco na jacuzzi e começou a vazar água quente para a varanda, Chris agarrou a mão de Shannon e lutou com ela. Era mais forte que ela, iria conseguir reverter a situação, iria render Shannon e fazer cela contar a verdade para os policiais, o foi fraco mas suficiente para alguém escutar que se tratava de um tiro e chamar a policia.
Foi quando aconteceu: O segundo disparo foi feito e bem na hora em que a arma estava na mão de Chris. Ardência, desconforto, um líquido quente escorria e um frio interno se aproximava pela espinha.
Por um momento, eles ficaram se olhando, olho no olho, os dois estatelados e estáticos como se a única pala tivesse atingido os dois.
Porém... foi Chris quem caiu na jacuzzi que estava quase sem água. Um rio de sangue escorria pelo seu abdomem. Ele atirou e atingiu a ele mesmo e agora estava morrendo pelas suas próprias mãos.
- Você me fez um favor! – disse Shannon como se tivesse descoberto que sua melhor amiga tinha lhe feito uma festa surpresa. –Pra poder te incriminar eu iria por a arma na sua mão e dar um tiro para poder deixar pólvora e ainda suas digitais na arma, mas você fez isso por mim! Pois...  em seus últimos momentos miseráveis de vida, não crie esperanças que eu posso ser incriminada. – dizendo isso ela ia se agachando para ficar cara a cara com Chris. – Sim, há pólvora na minha mão, mas foi por causa da nossa luta a pouco tempo, que eu não vou precisar mentir por que realmente aconteceu.
Chris, em agonia tremeluziu, virou as orbitas e ficou mole deixando esse mundo. Shannon se pois de pé, pegou a arma que tinha caído na jacuzzi – que agora estava tingida de vermelho vivo – e disse para o corpo sem vida de Chris:
- Você mereceu isso, seu verme!
Apontou a arma para o seu próprio braço e disparou.
Dolorosamente e sangrando, Shannon  deixa a 9 mm sumir no escarlate da jacuzzi e se esgueirou até a borda gélida, onde deitou estatelada simulando – desde agora – que acabara de lutar por sua vida.
Ali, no chão gelado de inverno, ela aguarda a polícia chegar até o seu apartamento. Ensanguentada e dolorida, Shannon já escutava as sirenes da policia lá de cima.