domingo, 30 de janeiro de 2011

Sempre Estive Errado

Quando eu nasci, o que parece ser a muitas eras atrás
Me parecia ser minha primeira encarnação nesta terra
E me fez pensar que seria uma Quimera de Paraíso
Grande engano o meu!

Sempre senti um vazio e não sabia explicar até lhe ver!
Linda e transbordando graciosidade
Nos Apaixonamos como o homem se apaixonou pela Caça
E nos deitamos como amantes louváveis
Porém, minha tribo era oposta a sua, e quando aconteceu à invasão
Fomos sacrificados como traidores!

Nasci novamente e o mesmo sentimento de vazio me corroia
Nessa terra os pilares de mármore branco eram erguidos
A Era de Ouro era vivida e Cronos Reinava
O vazio sumiu quando nos encontramos a primeira vez
E como da última vez, nos perdemos um no outro
Porem, em uma disputa de terras
Fomos os testas de ferro e morremos um nos braços do outro

Quase que imediatamente, nasci uma terceira vez
Mesma dor e vazio, porem graciosa e gentil
Nesse tempo, os Raios de Zeus eram respeitados
E a ira de Hera era temida
Aconteceu como se já tivesse acontecido antes sem que saibamos,
Porem, você era Troiano e eu Grega
Ali, nas margens dos domínios de Poseidon
Eles chegaram com espadas.

Novamente estava nessa terra,
O que parecia uma existência amaldiçoada
Minha nossa cor era de mogno
Crescemos juntos e estávamos geneticamente programados para nos odiar
Mas o amor e o ódio andam juntos e devoramos essa mistura como esfomeados
Nossas famílias não aceitaram e juntas nos traíram
Ali no alto, dentro da casa do Orixá Justiceiro, éramos entregue as mãos da morte
Mais uma vez

O que me pareceu muito tempo, mais uma vez voltei a maldição
Porem certo de que ela tinha acabado
Como da primeira vez em que estive aqui: Enganado mais um vez
Nos vimos e estávamos entregue as mãos do destino
Nem sabíamos que ficaríamos eternizado
Eu era uma Capuleto
E você um Montecchios
E, pela quinta vez porem não menos doloroso
Deixamos essa vida

Rezando para que não acontecesse novamente
Aqui estava eu, escravizada e levada para longe de minha terra
Que tinha sido minha casa pela segunda vez,
Ilha de Rosa Cruz, era o que chamava o meu novo lar
você me comprou pela minha beleza encantadora
E eu queria ser comprada
O motivo, nós dois sabíamos:
Éramos todos aqueles que não tivemos sorte
Porem, sua primeira esposa não aceitou você se deitar com um negra
E, mais uma vez, fui levada da humanidade.
Com você logo atrás, depois de ter se matado!

Estava eu mais uma maldita vez nesse lugar
Agora, eu era um Samurai
Vivi minha vida e o mesmo vazio me corroeu aponto de querer praticar o Seppuku
E, quando estava decidido que iria viver uma vida de depressão
Você apareceu na minha quarta década de vida e tudo mudou
Porem tinhas metade de minha idade e era da China
Quando meus irmãos da arte descobriram,
Nos levaram embora para o abraço frio da morte

Vim mais uma vez, decidi que nunca iria desistir
Pelo menos tinha que viver uma vida inteira com você
Eu era da Raça Ariana
Porém, ninguém sabia que era um homem com gostos de mulher
E quando lhe vi embarcando para os Campos dos Judeus na Germânia
Percebi que já estava morto
Você era Homem Judeu e eu Um soldado de Hitler
Nos encontrávamos a noite e nos entregávamos à paixão
E mais uma vez nos encontraram
dessa vez foi o gás que nos levou para longe

Nessa época tinha que dar certo
Nasci pobre e num lugar onde era quente, terra vermelha e grama verde
A Guerra estava assolando meu pais
Era uma Vietcongue
Você um Rato de Túnel.
Você foi raptado pelas minhas mãos
Parecia que todos os sentimentos de perda do passado
Me fizeram agir dessa forma, parecia explicar o sentimento de ter, lhe roubando
Éramos felizes até aquele maldito bombardeio

Desisti! O que antes eu estava decidido, tinha caído por terra!
Nunca mais iria tentar, O destino sempre arranjava um jeito de nos desviar do caminho
O Nosso Caminho! Caminhando juntos, o caminho da felicidade
Afina, por que iríamos vir para cá, sem ninguém?
Porém, o destino me prego uma peça!
E vim mesmo assim, contra minha vontade

Estava certo na minha cabeça! Iríamos morrer assim que nos entregássemos um para o outro!
Não iria! Iria me segurar, me martirizar, iria ser masoquista mas não iria lhe matar de novo!
Matem-me! Uma vez gritei aos céus! Matem a mim, me alejem, me rasguem, mas não a ela novamente!
Mas você era linda demais e seu imã era tão poderoso que me fez esquecer o que um dia eu jurei não fazer mais: Te Amar!
Fui ao seu encontro sabendo que alguma coisa iria nos matar!
Nos relacionamos, e descobri que você era Marroquina e eu Ocidental!
E como tinha previsto, aconteceu!
80 chibatadas em praça publica e nos entregamos a morte dolorosa!

Não estava acreditando, era carma antigo, os Deuses Antigos nos rogaram uma maldição
Era a única explicação
Parecia até que eu poderia escutar de longe suas Vozes fortes e imponentes:
 “Iras encontrar, relacionar e se entregar a Luxuria
Porem iras morrer a seguir.”
Mas uma vez, decidido que tudo iria dar errado
E que nosso destino seria a morte depois da noite maravilhosa...
Nasci

Tinha passados tantas vezes aqui que parecia que já vinha com a mensagem no cérebro
O destino era certo e trágico: Ver você morrer na minha frente
Porém, como da primeira vez
Estava errado
O ano era 1990 e tudo era uma nova época,
Uma Era de paz depois de tantas guerras, cresci num local chamado Rio de Janeiro

Mas foi em 2010 que lhe encontrei
Você vinha de São Paulo a trabalho
No momento em que nossos olhos se cruzaram, estava traçado o nosso destino
Nos aproximamos, esperei muito tempo por esse momento. Disse-lhe
Agora parece diferente, não sinto mais vazio. Disse você

Certo que iríamos morrer de forma trágica, nos enamoramos
Nos entregamos a Luxuria, e nos casamos
O que parecia impossível, ocorreu:
Parecia um presente dos Deuses
Quando ela saiu do seu ventre, abriu os seus lindos olhos azuis e sorriu pra mim
Uma coisa soou na minha mente: Adeus maldição.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dualidade


Linda e imponente, rica e poderosa, tendência e glamour. Esses são alguns atributos da refinada Shannon: Cabelos castanho escuro e olhos castanho claro, tinha 36 anos e grande parte das bancas da cidade abrigava copias de sua revista.
Shannon estava em sua jacuzzi quadrada em uma noite gelada de dezembro em Nova York. Submergida da cintura para baixo, ela sentia a dualidade do quente e frio, fumava um cigarro e bebia um Martine enquanto olhava o céu tempestuoso.
-Já estou indo querida – gritou de dentro da casa, através das portas de vidro que divide a ares externa da sala, o seu meio marido meio namorado Chris.
Chris era alto, um pouco fora de forma, cabelos negros e olhos azuis. Shannon o conheceu em um bar e ficaram juntos desde então. Eles estiveram vivendo bem antes dele vier morar com ela, depois veio a tormenta. Chris crescera no mundo da fama as custas dela, e era isso que ela iria acertar essa noite
- Só mais um minuto – gritou novamente Chris
- Pode demorar uma eternidade, seu porco! – murmurou Shannon.
Então ele veio andando com seu calção de banho, um charuto em uma mãe e um copo de whisky na outra, Shannon desviou o olhar das nuvens e se pois a olhar Chris vindo em sua direção. “eu quero que você morra, seu desgraçado ingrato.” Pensou Shannon, porém, não era isso que se via em sua expressão.
O que Chris via e entendia era que sua mulher estava radiante em vê-lo, linda e nua na água “É a coisa mais bela que já vi. Que sorte que eu tenho.” Pensou ele, o que divergia dos pensamentos de sua futura ex-mulher.
Chris subiu os degraus e adentrou a jacuzzi com um minúsculo “Tibum” fazendo espirrar água molhando Shannon, que fingiu que aquilo foi um presente que ele nunca lhe dera: um colar de diamantes.
-Então querida, o que queria conversar? – perguntou Chris bebericando seu whisky e puxando seu charuto.
O sorriso de Shannon não sai de seu rosto, ela tragou seu cigarro, soprou a fumaça e, no que se parecia que ela iria dizer algumas palavras, ela se levantou e foi até as paredes de vidro que dava para a cidade e estudou a cidade lá embaixo. Era tão linda: os carros, o cinza com o branco, a cidade que nunca parava mesmo mergulhada em neve. Decidiu que teria que acabar logo com aquilo, Rápido e Direto:
- Você foi demitido Chris. – disse Shannon ainda olhando para a cidade lá embaixo. – Eles acham que você matou Mona Hipekins, Elizabeth Watson e Albert Minogue.
Estatelado! Isso resume o que é como Chris ficou depois daquelas palavras de Shannon. Não acreditou que estava sendo acusado de assassinato, ele nunca matou ninguém. Antes que pudesse perder o controle, Shannon foi quem falou:
- Não se martirize! Eles não têm como provar... Ainda! Eles estão procurando um ponto cego. Mas não depois que eles verem isso!
Ela foi até as plantas que ficavam perto da jacuzzi e pegou um pequeno saco plástico. O mais incrível era o que tinha dentro do saco. Uma 9 mm prateada.
-Como... Como...? – foram as únicas palavras que saíram de sua boca. Foi ai que caiu a fixa: as mortes pelo que estava sendo acusado, tinha sido mortos por uma 9 mm. – Foi Você!
Shannon riu segurando o saco e sentado-se nua na beira da jacuzzi ficou com as pernas dentro da água quente e começou a falar.
- VOCÊ matou eles! Eu sou apenas a mulher de um assassino que anda matando por ciúmes!
-Eu não matei ninguém! – disse indignado.
-É! –admitiu Shannon – Vamos ser honestos, fui eu que  matou toso.
- Mas... Por que você...? – ele dizia tudo se atrapalhando.
- Bem, você merece saber o porquê! – disse ela, se apoiando com uma mãe, dando uma última tragada em seu cigarro e apagando-o na borda na jacuzzi. – Matei eles pra incriminar você! – disse ela agora em tom sério, vendo a expressão de Chris. – Oooh! Olhe só você, incrédulo diante a verdade.
E estava mesmo, Chris não mexia mais nenhum músculo e estava boquiaberto, olhos esbugalhados e a única coisa que se podia escutar era o som do sangue em seus ouvidos.
-Uma coisa: você é um crápula, nojento, desprezível, que a única coisa que você fez foi montar em cima do meu sucesso e sugá-lo. – disse Shannon como se estivesse com nojo das palavras cuspindo-as em Chris. – agora vou desvendar os mistérios.
“Primeiro Mona Hipekins, ela era uma amiga nossa se lembra? Pois bem, primeiro me aproximei dela, ficamos intimas, o sexo era ótimo e depois... se lembra aquela vez que você ficou naquele bar nojento e encontrou Mona? Aquela noite a matei! Nada prova que fui eu e sim você. Motivos: Ciúmes! Todos sabiam que eu e ela mentíamos um caso, todos menos você é claro, e todos desconfiavam que você tinha descoberto e a matou.
“Porém tinha um empecilho: Elizabeth Watson! Ela me viu saindo do bar depois que matei mona e me chantageou, você compreende, não é Chris? Tinha que matá-la, ela ameaçava nossos planos. Então, como era amiga em comum, minha, sua e de todos, a matei no dia da festa que eu “não fui” mas você sim. Então... você pode saber o que acontece naquele banheiro que a encontraram depois que você saiu. E mais uma vez todos pensaram que foi você, pelo fato de estarmos sempre eu e ela juntas. Pensaram que foi mais um outro acesso de ciúmes seus!
“Ah! Mais ainda tem Albert para explicar. Albert Minogue! O chefe de circulação da revista, aquele que sempre teve uma queda por mim! Lembra daquela premiação quando eu ‘vim embora’ por que estava passando mal? Fiquei na espreita com outra roupa e quando ele veio te trazer por que eu tinha trago o nosso carro... Bang Bang... E todos pensaram que eu estava sendo ameaçada! O grande ciumento matando meus “amantes” e me ameaçando, e você não soube de nada.”
Ela termina o seu discurso com uma gargalhada. Chris estava mais fora de si agora que antes, quando soube que era suspeito de assassinato, os mesmos assassinatos que sua mulher cometeu. Ele estava sem palavras e sem reação.
- E agora – disse ela tomando o resto do seu Martine, jogando a taça na jacuzzi, pegando a 9 mm e apontado para Chris. – Temo que dar um fim nesse joguinho.
Se Chris estava antes sem reação e estatelado, estava agora desperto e decidido: “não posso morrer!
- Ou! Ou! Ou! – exclamou  Chris. – Pera-lá, vamos com calma! Não tome nenhuma atitude precipitada.
- Não tem nada precipitado aqui, já pensei em tudo! Você morre e eu mato dois coelhos... Não é assim que é a expressão: matar dói coelho com um cajadada só? Pois bem, eu te mato: o que tira da minha vida um cara insolente e nojento de uma vez por todas, e ainda sim faço um favor pra policia ter provas o suficiente pra deduzir que você matou todos aqueles que foram meus “Amantes”.
- você não sabe o que esta falando! Você não quer isso realmente e...
- Cale sua boca! – ordenou – Eu sei sim o que eu quero e vou fazê-lo – dizia ela andando até ele pela jacuzzi até Chris e apontando a arma para a cabeça dele. – Eu planejei isso no momento em que te vi! Christian Peterson O galanteador de Nova York High Schrool, sempre desempregando os diferentes... mas não quando saímos de lá quando você ficou desempregado e eu...
-Estagiaria do New York Post! – disse Chris. Agora  a indignação era o que o fazia ficar ali, diante a morte e ainda ter força e coragem.
- Aaah! – exclamou mais indignada agora! – então você sabia o tempo todo! Nojento que é... Deixa eu adivinhar: Pesquisou e acompanhou minha vida depois da escola e atacou na hora certa.
-Não! – disse ele. –Eu nem reconheci você quando te vi, fui saber quem era só depois, e fiz algumas pesquisas no Google.
-Você é mais patético do que eu imaginava. Pesquisar no Google?Só você mesmo! – disse sorrindo maliguinamente e carregando a arma. – Vamos acabar logo com isso! Adeus Grande Patife!
- Você é Louca!
E ele esperou, viu como se fosse em câmera lenta: O dedo dela puxando o gatilho, escutou cada “Cleck” e no último estante, quando a bala iria sair e não dava tempo dela mudar de direção, ele se pois para o lado. O disparo não foi muito alto porém foi o suficiente para ecoar pela cidade gelada.
O tiro abriu um buraco na jacuzzi e começou a vazar água quente para a varanda, Chris agarrou a mão de Shannon e lutou com ela. Era mais forte que ela, iria conseguir reverter a situação, iria render Shannon e fazer cela contar a verdade para os policiais, o foi fraco mas suficiente para alguém escutar que se tratava de um tiro e chamar a policia.
Foi quando aconteceu: O segundo disparo foi feito e bem na hora em que a arma estava na mão de Chris. Ardência, desconforto, um líquido quente escorria e um frio interno se aproximava pela espinha.
Por um momento, eles ficaram se olhando, olho no olho, os dois estatelados e estáticos como se a única pala tivesse atingido os dois.
Porém... foi Chris quem caiu na jacuzzi que estava quase sem água. Um rio de sangue escorria pelo seu abdomem. Ele atirou e atingiu a ele mesmo e agora estava morrendo pelas suas próprias mãos.
- Você me fez um favor! – disse Shannon como se tivesse descoberto que sua melhor amiga tinha lhe feito uma festa surpresa. –Pra poder te incriminar eu iria por a arma na sua mão e dar um tiro para poder deixar pólvora e ainda suas digitais na arma, mas você fez isso por mim! Pois...  em seus últimos momentos miseráveis de vida, não crie esperanças que eu posso ser incriminada. – dizendo isso ela ia se agachando para ficar cara a cara com Chris. – Sim, há pólvora na minha mão, mas foi por causa da nossa luta a pouco tempo, que eu não vou precisar mentir por que realmente aconteceu.
Chris, em agonia tremeluziu, virou as orbitas e ficou mole deixando esse mundo. Shannon se pois de pé, pegou a arma que tinha caído na jacuzzi – que agora estava tingida de vermelho vivo – e disse para o corpo sem vida de Chris:
- Você mereceu isso, seu verme!
Apontou a arma para o seu próprio braço e disparou.
Dolorosamente e sangrando, Shannon  deixa a 9 mm sumir no escarlate da jacuzzi e se esgueirou até a borda gélida, onde deitou estatelada simulando – desde agora – que acabara de lutar por sua vida.
Ali, no chão gelado de inverno, ela aguarda a polícia chegar até o seu apartamento. Ensanguentada e dolorida, Shannon já escutava as sirenes da policia lá de cima.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O Prazer Não Tem Limites


- O que pensa sobre dizer essas coisas, ter feito o que fez e ainda ter a grande indecência de ter contado tudo para Johnson? – perguntou a jovem loura Erin indignada. –Acha que é o dono do mundo Jhonatan? Pois pode descer do seu trono!
Jhonatan, o jovem executivo milionário fica apenas analisando a jovem Erin com seus olhos de pistola – pois seu olhar era como uma bala – por de traz de sua mesa.
Algumas coisas para se saber de Jhonatan: Era um jovem de 25 anos, dono de uma grande empresa metalúrgica que herdara de seu pai; apesar de nunca ter mexido em uma única palha em sua visa, sempre teve grande fervor para o trabalho, o que o fazia estar aqui esta noite, as onze e meia da noite e ainda trabalhava.
Jhonatan tinha cabelos negros de Pichi, olhos azuis e seu corpo era atléticos com os músculos definidos.
Ele apenas estava ali, sentado com seu cigarro aceso e nenhum movimento. Apenas analisa a jovem Erin, que estava a 3 metros a sua frente de seu escritório com a porta fechada e mal iluminado. Seu rosto sem emoções, seu olhar eniguimatico e seu corpo estático. Erin não conseguia ler nenhuma emoção, não tirava nada de seus olhos, ela só estava a frente de Jhonatan inquieta. Seus olhos verdes nos azuis dele.
Da fumaça do cigarro que subia e ganhava altitude, seus desenhos ficavam estranhos na luz da luminária. Jhonatan podia saber cada sentimento que ela sentia, cada coisa que passava em sua mente, cada emoção aflorada – Ao contrario de Erin que não conseguia ver nada em Jhonatan.
Ali naquele escritório poderia esta sendo travada a maior batalha da vida de Jhonatan e a decisão da vida de Erin. Jhonatan tinha uma grande vantagem sobre ela: Ele sabia o que ela sentia enquanto ela não poderia dizer o mesmo de Jhonatan. Ele sabia analisá-la, enquanto Erin só sabia esperar a resposta do lado oposto da sala.
- Vai ficar apenas ai sentado e não falar nada? – gritou Erin ficando mais indignada do que nunca.
Ela estava inquieta, nervosa e traída, insana e com ódio, acima de tudo magoada, e quando uma mulher esta magoada, ela consegue fazer um dos homens mais poderosos da cidade parecer nada, porém “magoada com o que?” perguntava Erin em sua cabeça: “Já fiz coisas em minha vida que eu me envergonho e faço até hoje! Será que o fato de eu estar aqui despejando tudo em cima de Jhonatan será pelo que eu não tenho coragem de admitir pra mim mesma?” Erin não agüentava mais apenas ficar falando e Jhonatan ficar parado, ela decidiu explodir.
Porém, nesse momento, Jhonatan faz seus pouco e significativos movimentos: Traga seu cigarro, bem lentamente e sem tirar os olhos de Erin, tira a cinza em seu cinzeiro de vidro e apóia o cigarro de filtro vermelho ali, sopra a fumaça para frete e enquanto a fumaça sobre no ar, se põe a frente se apoiando na mesa e começa a falar:
- Vou lhe dizer, pequena e jovem Erin o que me faz pensar em relação a Johnson! – Jhonatan diz tudo calmamente sem emoção e apenas poucas e sutis entonações, palavra por palavra. – O que me faz pensas é: Absoluto e descontrolado fome por Sexo. Eu e Johnson somos amigos a muito tempo, desde a época da faculdade, contamos tudo um para o outro, alem de nos entregarmos a luxuria um ao outro. Achava mesmo que eu e Johnson somos apenas bom e velhos amigos íntimos?
Agora foi a vez de Erin ficar sem emoções e irredutível. O choque de todas aquelas informações eram tanta que a deixou assim e Jhonatan não perdeu tempo em disparar mais uma saraivada de palavras:
- Pense o que quiser, mas... Quando sair louca e descontrolada daqui, bater na minha mesa, gritar palavras que voaram para longe e talvez, quebrar alguma coisa e eu sei que pensa em fazer isso – disse ele lendo os pensamentos de Erin o que a deixava mais sem reação. – pense: O prazer não tem limites nem escalas! Johnson é meu parceiro sexual... nas vezes que estamos com tesão, é lógico! E não pense que você foi apenas um objeto sexual pra mim, ou melhor, que fomos o objeto sexual um do outro. Vivemos o que éramos para viver, fizemos sexo, nos apaixonamos e vivemos isso.
“Coisas acontecem, pessoas vivem, homens e mulheres trabalham e Romances são vividos! Você foi romance. Johnson foi e É sexo. E eu sei que foi com todos que estão aqui nessa sala. – disse Jhonatan que via Erin ficar mais incrédula que antes. – Acha que eu não sabia sobre seu caso secreto com ele? E também não saia daqui pensando que eu transei com ele por saber sobre o caso de vocês!”
Coisas passavam na mente de Erin, lugares e momentos que passou com Jhonatan: Uma praia gelada em que se aqueceu em seus braços fortes, um campo ensolarado que andaram a cavalo juntos e depois transaram nos bosques, uma cama de hotel cinco estrelas enquanto gozava.
Tudo passava pela mente e corpo de Erin como uma flecha – tanto que ela podia sentir o gozo no meio de suas pernas – e ainda tinha o impacto de tudo que soubera nessa noite. Erin desmoronou na cadeira próxima e olhava para Jhonatan enquanto lagrimas escorriam pelo seu rosto, em sua mente ecoavam: “Transei com ele! Transei com ele! Transei com ele!” e a voz era de Jhonatan.
- Erin, quando vemos um filme, ele é sempre dividido entre vilões e mocinhos:
os vilões – aqueles que fazem o que querem, falam o que querem e, o melhor de tudo, transam com quem querem. E por tudo isso, são muito mal interpretados e julgados por quem assiste!
“E tem os mocinhos – que se prendem, se maltratam, implodem suas emoções, mal interpretam e julgam os vilões pelo simples sentimento de inveja.
“O que os mocinhos querem, é ser como os vilões, poder ter a coragem de fazer tudo o que querem quando querem. A analogia dessas suas personalidades da mitologia dos filmes são muito extensas e apenas pude fazer uma descrição superficial de tudo! E isto aqui, eu e você, somos perfeitos exemplos!
- Eu e você – disse Erin com raiva na voz – Perfeitos exemplos?
- Sim! Eu e você – disse Jhonatan se levantando, dando a volta em sua mesa e ficando a poucos sessenta centímetros de Erin. – Se isso fosse um filme, diriam que eu sou o vilão, por que eu faço o que quero e não meço o limite do que me apetece, enquanto a você seria a mocinha, por que se prende e pensa nas consequências. Porém, como estamos na vida real, digo que ao contrario: Você é a Vilã e eu sou o Mocinho.”
- E o que lhe da o direito desse julgamento? – perguntou Erin se levantando indignada e um pouco sem jeito, pois ficou cara a cara com Jhonatan, ele ainda exercia isso sobre ela.
- Não estamos discutindo o direito e sim a realidade! Você seria a vilã, pois é masoquista consigo mesma, não tem dignidade e nem um pouco de coragem para assumir sua verdadeira essência. Sem contar no que você joga na sua sombra: Lesbianismo com as garotas da noite é uma delas!
Erin quase caiu novamente na cadeira, não sabia como ele sabia disso, não sabia que ele descobrira que ele sai com mulheres também.
- Não tem que se envergonhar disso, como disse antes, o prazer não tem limites, eu e Johnson... bem... isso explica o que eu quero dizer. Mas como eu Iná dizendo, pelo fato de você ser sua própria inimiga e considerando que você mesmo se sabota, você é a vilã!
“E eu, não gosto dessa classificação, eu sou o mocinho. Eu me conheço, sei até onde eu poço ir, conheço os meus limites, nunca me envergonho em publico, estruturo o que eu quero e sempre consigo, nunca iria me sabotar pelo fato de me conhecer melhor do que ninguém.
“porem, essa história real: O mocinho se apaixona pela vilã que não reconhece que o mocinho poderia fazer o que ela quiser, mas esta se auto-sabota e destrói tudo. Mas não para a visão do mocinho, que mesmo com as traições de ambos os lados, esta disposto de perdoá-la, pois já  se perdoou, só resta saber se a vilã não vai estragar tudo!”
Dizendo isso, Jhonatan foi se aproximando de Erin até ficar cara a cara, ele a olhou com o seu olhar mais inexpressivo porém afiado como uma navalha que estava em um dilúvio de emoções.
Sabia que cada palavra que ele dissera era puramente verdade, por mais dolorida que elas fossem, sabia que ele estava certo sobre o seu julgamento de vilã, auto-sabotadora, masoquista consigo mesma. Sempre se sabotou: na escola, no trabalho, na vida.
Ela sabia que ele também estava certo sobre ela não se envergonhar com o fato de sentir atração por mulheres tanto quanto sente por homens – até mesmo Jhonatan tinha relacionamentos homossexuais – ela tinha que começar a aceitar esse fato, transou com tantas mulheres quanto homens (Saiu com pelo menos três mulheres, mesmo enquanto se relacionava com Jhonatan)
Ali, olhando a face do homem que estava mudando sua vida, o homem que lhe oferecia uma chance de poder respirar aliviada, estar livre dos tabus e não se sabotar pelo menos uma vez na vida, este homem não tinha medo de lhe dizer verdades, mesmo que doa, porém necessário de ouvir.
Erin, que era tão jovem e erradical quando entrou no escritório, já não se via mais como uma menina e sim como uma mulher. Decidiu: “Irei virar uma vilã de filmes!
Jhonatan fez seu movimento e antes que Erin perceber estava nos braços de seu amado amante nos beijos calorosos e selvagens. Erin sentiu quando Jhonatan ficou viril e sua ereção estava no pico e por sua vez, ele percebeu que ela estava molhada como um rio.
Nos beijos e sem nem se importar se alguém iria entrar ali, os dois se encomiavam para a mesa de madeira de Jhonatan, tirando suas roupas na mesma velocidade que iriam chegando. Ele a debruça sobre a mesa e a penetra, Erin grita de prazer. Jhonatan continua a penetrando com força, Erin geme enquanto ela goza em um rio de prazer.
Em uma súbita decisão, Erin se vira e fica de frente com seu amante e o joga no chão, mesmo sem tirar a sua virilidade de dentro dela. Ali, estava uma nova Erin, renovada e dona de seu destino, ela estava no controle agora. Enquanto ela ia para cima e para baixo Jhonatan se vangloriava de seu feito, transformou aquela simples garota em uma mulher e estava apaixonado, não pela inocente Erin, mas sim pela ambiciosa que esta agora em seu colo o fazendo gemer.
Jhonatan se aproximava do gozo e Erin sentiu isso e deixou ser dominada por seu parceiro. Jhonatan a pegou, deitou-a no chão e agora a penetrava com mais força e mais vontade em busca do prazer. Quando o liquido quente tomou liberdade dentro de Erin, Jhonatan relaxou e Erin também.
Ali, naquela noite, naquele escritório, uma vida tinha sido mudada, alguém passou a se conhecer e aceitar como realmente é. Erin passou a tomar consciência do que precisava para ser feliz, e ambos os dois Vilões e Mocinhos compartilhavam um mesmo pensamentos:
O prazer não tem limites.