- O que pensa sobre dizer essas coisas, ter feito o que fez e ainda ter a grande indecência de ter contado tudo para Johnson? – perguntou a jovem loura Erin indignada. –Acha que é o dono do mundo Jhonatan? Pois pode descer do seu trono!
Jhonatan, o jovem executivo milionário fica apenas analisando a jovem Erin com seus olhos de pistola – pois seu olhar era como uma bala – por de traz de sua mesa.
Algumas coisas para se saber de Jhonatan: Era um jovem de 25 anos, dono de uma grande empresa metalúrgica que herdara de seu pai; apesar de nunca ter mexido em uma única palha em sua visa, sempre teve grande fervor para o trabalho, o que o fazia estar aqui esta noite, as onze e meia da noite e ainda trabalhava.
Jhonatan tinha cabelos negros de Pichi, olhos azuis e seu corpo era atléticos com os músculos definidos.
Ele apenas estava ali, sentado com seu cigarro aceso e nenhum movimento. Apenas analisa a jovem Erin, que estava a 3 metros a sua frente de seu escritório com a porta fechada e mal iluminado. Seu rosto sem emoções, seu olhar eniguimatico e seu corpo estático. Erin não conseguia ler nenhuma emoção, não tirava nada de seus olhos, ela só estava a frente de Jhonatan inquieta. Seus olhos verdes nos azuis dele.
Da fumaça do cigarro que subia e ganhava altitude, seus desenhos ficavam estranhos na luz da luminária. Jhonatan podia saber cada sentimento que ela sentia, cada coisa que passava em sua mente, cada emoção aflorada – Ao contrario de Erin que não conseguia ver nada em Jhonatan.
Ali naquele escritório poderia esta sendo travada a maior batalha da vida de Jhonatan e a decisão da vida de Erin. Jhonatan tinha uma grande vantagem sobre ela: Ele sabia o que ela sentia enquanto ela não poderia dizer o mesmo de Jhonatan. Ele sabia analisá-la, enquanto Erin só sabia esperar a resposta do lado oposto da sala.
- Vai ficar apenas ai sentado e não falar nada? – gritou Erin ficando mais indignada do que nunca.
Ela estava inquieta, nervosa e traída, insana e com ódio, acima de tudo magoada, e quando uma mulher esta magoada, ela consegue fazer um dos homens mais poderosos da cidade parecer nada, porém “magoada com o que?” perguntava Erin em sua cabeça: “Já fiz coisas em minha vida que eu me envergonho e faço até hoje! Será que o fato de eu estar aqui despejando tudo em cima de Jhonatan será pelo que eu não tenho coragem de admitir pra mim mesma?” Erin não agüentava mais apenas ficar falando e Jhonatan ficar parado, ela decidiu explodir.
Porém, nesse momento, Jhonatan faz seus pouco e significativos movimentos: Traga seu cigarro, bem lentamente e sem tirar os olhos de Erin, tira a cinza em seu cinzeiro de vidro e apóia o cigarro de filtro vermelho ali, sopra a fumaça para frete e enquanto a fumaça sobre no ar, se põe a frente se apoiando na mesa e começa a falar:
- Vou lhe dizer, pequena e jovem Erin o que me faz pensar em relação a Johnson! – Jhonatan diz tudo calmamente sem emoção e apenas poucas e sutis entonações, palavra por palavra. – O que me faz pensas é: Absoluto e descontrolado fome por Sexo. Eu e Johnson somos amigos a muito tempo, desde a época da faculdade, contamos tudo um para o outro, alem de nos entregarmos a luxuria um ao outro. Achava mesmo que eu e Johnson somos apenas bom e velhos amigos íntimos?
Agora foi a vez de Erin ficar sem emoções e irredutível. O choque de todas aquelas informações eram tanta que a deixou assim e Jhonatan não perdeu tempo em disparar mais uma saraivada de palavras:
- Pense o que quiser, mas... Quando sair louca e descontrolada daqui, bater na minha mesa, gritar palavras que voaram para longe e talvez, quebrar alguma coisa e eu sei que pensa em fazer isso – disse ele lendo os pensamentos de Erin o que a deixava mais sem reação. – pense: O prazer não tem limites nem escalas! Johnson é meu parceiro sexual... nas vezes que estamos com tesão, é lógico! E não pense que você foi apenas um objeto sexual pra mim, ou melhor, que fomos o objeto sexual um do outro. Vivemos o que éramos para viver, fizemos sexo, nos apaixonamos e vivemos isso.
“Coisas acontecem, pessoas vivem, homens e mulheres trabalham e Romances são vividos! Você foi romance. Johnson foi e É sexo. E eu sei que foi com todos que estão aqui nessa sala. – disse Jhonatan que via Erin ficar mais incrédula que antes. – Acha que eu não sabia sobre seu caso secreto com ele? E também não saia daqui pensando que eu transei com ele por saber sobre o caso de vocês!”
Coisas passavam na mente de Erin, lugares e momentos que passou com Jhonatan: Uma praia gelada em que se aqueceu em seus braços fortes, um campo ensolarado que andaram a cavalo juntos e depois transaram nos bosques, uma cama de hotel cinco estrelas enquanto gozava.
Tudo passava pela mente e corpo de Erin como uma flecha – tanto que ela podia sentir o gozo no meio de suas pernas – e ainda tinha o impacto de tudo que soubera nessa noite. Erin desmoronou na cadeira próxima e olhava para Jhonatan enquanto lagrimas escorriam pelo seu rosto, em sua mente ecoavam: “Transei com ele! Transei com ele! Transei com ele!” e a voz era de Jhonatan.
- Erin, quando vemos um filme, ele é sempre dividido entre vilões e mocinhos:
os vilões – aqueles que fazem o que querem, falam o que querem e, o melhor de tudo, transam com quem querem. E por tudo isso, são muito mal interpretados e julgados por quem assiste!
os vilões – aqueles que fazem o que querem, falam o que querem e, o melhor de tudo, transam com quem querem. E por tudo isso, são muito mal interpretados e julgados por quem assiste!
“E tem os mocinhos – que se prendem, se maltratam, implodem suas emoções, mal interpretam e julgam os vilões pelo simples sentimento de inveja.
“O que os mocinhos querem, é ser como os vilões, poder ter a coragem de fazer tudo o que querem quando querem. A analogia dessas suas personalidades da mitologia dos filmes são muito extensas e apenas pude fazer uma descrição superficial de tudo! E isto aqui, eu e você, somos perfeitos exemplos!
- Eu e você – disse Erin com raiva na voz – Perfeitos exemplos?
- Sim! Eu e você – disse Jhonatan se levantando, dando a volta em sua mesa e ficando a poucos sessenta centímetros de Erin. – Se isso fosse um filme, diriam que eu sou o vilão, por que eu faço o que quero e não meço o limite do que me apetece, enquanto a você seria a mocinha, por que se prende e pensa nas consequências. Porém, como estamos na vida real, digo que ao contrario: Você é a Vilã e eu sou o Mocinho.”
- E o que lhe da o direito desse julgamento? – perguntou Erin se levantando indignada e um pouco sem jeito, pois ficou cara a cara com Jhonatan, ele ainda exercia isso sobre ela.
- Não estamos discutindo o direito e sim a realidade! Você seria a vilã, pois é masoquista consigo mesma, não tem dignidade e nem um pouco de coragem para assumir sua verdadeira essência. Sem contar no que você joga na sua sombra: Lesbianismo com as garotas da noite é uma delas!
Erin quase caiu novamente na cadeira, não sabia como ele sabia disso, não sabia que ele descobrira que ele sai com mulheres também.
- Não tem que se envergonhar disso, como disse antes, o prazer não tem limites, eu e Johnson... bem... isso explica o que eu quero dizer. Mas como eu Iná dizendo, pelo fato de você ser sua própria inimiga e considerando que você mesmo se sabota, você é a vilã!
“E eu, não gosto dessa classificação, eu sou o mocinho. Eu me conheço, sei até onde eu poço ir, conheço os meus limites, nunca me envergonho em publico, estruturo o que eu quero e sempre consigo, nunca iria me sabotar pelo fato de me conhecer melhor do que ninguém.
“porem, essa história real: O mocinho se apaixona pela vilã que não reconhece que o mocinho poderia fazer o que ela quiser, mas esta se auto-sabota e destrói tudo. Mas não para a visão do mocinho, que mesmo com as traições de ambos os lados, esta disposto de perdoá-la, pois já se perdoou, só resta saber se a vilã não vai estragar tudo!”
Dizendo isso, Jhonatan foi se aproximando de Erin até ficar cara a cara, ele a olhou com o seu olhar mais inexpressivo porém afiado como uma navalha que estava em um dilúvio de emoções.
Sabia que cada palavra que ele dissera era puramente verdade, por mais dolorida que elas fossem, sabia que ele estava certo sobre o seu julgamento de vilã, auto-sabotadora, masoquista consigo mesma. Sempre se sabotou: na escola, no trabalho, na vida.
Ela sabia que ele também estava certo sobre ela não se envergonhar com o fato de sentir atração por mulheres tanto quanto sente por homens – até mesmo Jhonatan tinha relacionamentos homossexuais – ela tinha que começar a aceitar esse fato, transou com tantas mulheres quanto homens (Saiu com pelo menos três mulheres, mesmo enquanto se relacionava com Jhonatan)
Ali, olhando a face do homem que estava mudando sua vida, o homem que lhe oferecia uma chance de poder respirar aliviada, estar livre dos tabus e não se sabotar pelo menos uma vez na vida, este homem não tinha medo de lhe dizer verdades, mesmo que doa, porém necessário de ouvir.
Erin, que era tão jovem e erradical quando entrou no escritório, já não se via mais como uma menina e sim como uma mulher. Decidiu: “Irei virar uma vilã de filmes!”
Jhonatan fez seu movimento e antes que Erin perceber estava nos braços de seu amado amante nos beijos calorosos e selvagens. Erin sentiu quando Jhonatan ficou viril e sua ereção estava no pico e por sua vez, ele percebeu que ela estava molhada como um rio.
Nos beijos e sem nem se importar se alguém iria entrar ali, os dois se encomiavam para a mesa de madeira de Jhonatan, tirando suas roupas na mesma velocidade que iriam chegando. Ele a debruça sobre a mesa e a penetra, Erin grita de prazer. Jhonatan continua a penetrando com força, Erin geme enquanto ela goza em um rio de prazer.
Em uma súbita decisão, Erin se vira e fica de frente com seu amante e o joga no chão, mesmo sem tirar a sua virilidade de dentro dela. Ali, estava uma nova Erin, renovada e dona de seu destino, ela estava no controle agora. Enquanto ela ia para cima e para baixo Jhonatan se vangloriava de seu feito, transformou aquela simples garota em uma mulher e estava apaixonado, não pela inocente Erin, mas sim pela ambiciosa que esta agora em seu colo o fazendo gemer.
Jhonatan se aproximava do gozo e Erin sentiu isso e deixou ser dominada por seu parceiro. Jhonatan a pegou, deitou-a no chão e agora a penetrava com mais força e mais vontade em busca do prazer. Quando o liquido quente tomou liberdade dentro de Erin, Jhonatan relaxou e Erin também.
Ali, naquela noite, naquele escritório, uma vida tinha sido mudada, alguém passou a se conhecer e aceitar como realmente é. Erin passou a tomar consciência do que precisava para ser feliz, e ambos os dois Vilões e Mocinhos compartilhavam um mesmo pensamentos:
O prazer não tem limites.
O prazer não tem limites.
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